quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A MORTE LEVOU O MEU AMIGO MACEDO

Quando se acaba de perder um amigo, de um dia para outro, há uma tristeza  na alma, que por vezes nos faltam as palavras.
No sábado dia 23, pelas 11 horas da manhã, toca o meu telemóvel, vou atender, e do outro lado reconhece a voz, e com bastante tristeza acompanhada de choro, me diz Manel Zé o meu marido morreu.
Neste dia tínhamos combinado um almoço, com a família vinda de Lisboa.
A vida de todos é composta por momentos bons, outros menos bons e os  carregados de profunda amargura.
Vou tentar descrever por palavras  este Amigo Macedo, dotado de uma singular forma de estar na vida,sempre acompanhado de uma alegria contagiante para quem estivesse por perto. Para ele os Amigos estavam sempre acima de tudo e de todos, já que na vida não seria capaz de viver sem a presença física e permanente deles, a qual fazia disparar a sua alegria para momentos altos..
Confraternizar à mesa, ou fora dela, era o seu cartão de visita. Bom entretenga, sempre com grande reserva de histórias, contos ou mesmo anedotas, sempre contadas com dose redobrada de alegria.
Agricultor e proprietário da Quinta da Palma nos Álamos, desenvolveu com grande gosto e entusiasmo esta quinta, com plantação de alfarrobeiras e outras árvores de fruto.
Foi meu professor de snooker durante algum tempo, pois tínhamos comprado de sociedade, uma mesa de snooker. Um dia durante vários jogos que fazíamos, ganhei-lhe uma partida e ele muita delicadamente, deu-me um raspanete, dizendo que isto não poderia ter acontecido., (Aluno é aluno, professor é professor.), respeito!!!
Fica aqui este apontamento simples, mas verdadeiro, para perpetuar a imagem deste amigo que gostava tanto de conviver e que pela nossa cabeça, nunca passaria a ideia de o perdermos tão abruptamente.
Em alguns momentos as lágrimas escorregaram pela minha face, já que este amigo, era diferente, e a diferença fazia dele um ser humano especial.
Descansa em PAZ, um dia voltaremos a nos encontrar AMIGO MACEDO.

domingo, 2 de novembro de 2014

RICARDO ESPÍRITO SANTO, VERSOS BANCO ESPÍRITO SANTO.

 
Ainda quando trabalhava no BPSMayor e no referente ao Dr.Ricardo Salgado, ao tempo dono e figura determinante do BES, portador de uma imagem invejável, para mim, jovem empregado de Banco, sempre que os jornais mostravam e davam a conhecer esta impecável imagem de gente boa, fina, de cabelos esmeradamente penteados, camisas de fino gosto, acompanhadas de lindas gravatas, possivelmente italianas, de punhos bem engomados fechados por botões de punho em ouro, não faltando o relógio da marca Mourice Lacroix, isto era o máximo o topo.
Em anos passados existiu sempre uma grande rivalidade entre o BPSM e o BES , relativamente aos resultados contabilísticos ,já que por vezes os valores pendiam sempre para o lado do BES.e isso por vezes trazia tristeza e amargura. pois na altura toda a Banca trabalhava.
 com grande gosto e empenho.
Mas as pessoas mesmo projectando imagens de grandeza quando os interesses financeiros falam mais alto, compram guerras sangrentas com todo o mundo, família inclusive.
O  Dr.Ricardo Salgado, depois da tramóia que arranjou, é o exemplo vivo de como não nos devemos deixar influenciar pela aparência, pelo fino trato,
Diz o ditado popular, (Nem tudo o que luz é ouro.

domingo, 28 de setembro de 2014

CHAMPALIMAUD REGRESSA AO BPS MAYOR - 1ª.PARTE

Peguei numa revista do ano 1994,mais propriamente do mês de Dezembro, propriedade do Banco Pinto & Sotto Mayor,a altura e passei os olhos, mas não resisti e vou transcrever uma notícia publicada no Jornal :Público:
Champalimaud regressa ao BPSM
Champalimaud pagou 37 milhões de contos , para comprar 80 por cento do Sotto Mayor.O BESCL e a CGD foram os financiadores com 25 milhões de contos. De fora ficou o Banco Finantia, que apresentou uma proposta 15 por cento inferior à do seu concorrente.
António Champalimaud é novamente dono do BPS Mayor.A sessão de abertura de propostas no âm bito da reprivatização de 80 por cento do capital da instituição decorreu ontem, na Bolsa de Lisboa, tendo o empresário através  da sua seguradora Mundial Confiança, pago 37 milhões de conto por aquele lote de acções. O outro concorrente à compra do Sotto Mayor era o Banco Finantia, mas estava disposto a pagar apenas 31,7 milhões de contos. Desta forma, António Champalimaud volta a integrar no seu grupo o Banco que lhe pertencia antes do 25 de Abril.
Para que a operação se possa dar por concluída é necessária a homologação em Conselho de Ministros e a divulgação em :Diário da República:. Só depois destes trâmites os novos proprietários do Banco se pronunciarão sobre o futuro da instituição.
M.ZÉ.